29 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Ato contra Previdência na França bloqueia acesso ao Louvre

Manifestantes contrários à reforma da Previdência na França bloquearam a entrada para o Louvre, em Paris, nesta segunda-feira, 27, para a decepção de dezenas de turistas que esperavam poder visitar um dos museus mais famosos do mundo.

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Sua pirâmide de vidro —um cartão-postal da capital francesa— foi cercada por um pequeno grupo de pessoas que brandiam bandeiras dos sindicatos CGT (Confederação Geral do Trabalho) e Sud (Unidades Democráticas de Solidariedade) diante de uma faixa que dizia “aposentar-se aos 60 anos; trabalhar menos para viver mais tempo”.

Entre os manifestantes estavam funcionários do museu. Uma guia turística local chegou a sair do ato para conversar com os visitantes, afirmando esperar que eles entendessem as razões dos protestos.

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Jane, uma turista vinda de Londres que não informou seu sobrenome, foi uma das que demonstrou compreensão em relação ao ato. “Todos nós gostaríamos de ir ver a ‘Mona Lisa’, mas não importa”. Já Samuel, visitante mexicano, chamou a manifestação de ridícula. “Viemos de todas as partes do mundo com nossos filhos para visitar o museu, é ridículo que 20 pessoas estejam bloqueando a entrada”, afirmou.

A mobilização se dá um dia antes de uma nova rodada de greves e de marchas por todo o país, marcada para a terça-feira. Enquanto isso, a polícia de Paris afirmou estar realizando uma operação para impedir aglomerações não autorizadas diante do Centro Pompidou, outro museu de referência na cidade.

Aprovada há cerca de dez dias, a reforma previdenciária eleva a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos e prolonga os anos de contribuição dos franceses para acesso à pensão integral, de 42 para 43 anos.

A reformulação ainda mexe nos chamados regimes especiais —aqueles dedicados a atividades consideradas mais penosas, como as de garis, bombeiros, policiais e enfermeiros, que podem se aposentar antes das demais categorias, teriam a idade mínima elevada de 57 para 59 anos.

Segundo o governo, a reforma representa uma economia de € 18 bilhões (cerca de R$ 101 bilhões). O movimento é, porém, repudiado pelos franceses, que prezam a qualidade de seu sistema público de segurança social.

A indignação popular foi insuflada nas últimas semanas por uma série de atos do presidente francês, Emmanuel Macron.

Para começar, sua decisão de recorrer ao artigo 49.3 da Constituição para aprovar a reforma sem que ela precisasse ir à votação na Assembleia Nacional foi vista como antidemocrática pelos franceses.

Depois, ao comentar pela primeira vez a medida após sua aprovação, comparou a violência vista nas manifestações em seu país às invasões do Capitólio, em Washington, e das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Via: redir.folha.com.br

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