Não é só o Brasil que usa urnas eletrônicas para suas eleições. O Brasil, de fato, abraçou a tecnologia de forma mais ampla que muitos países. Índia e Estados Unidos, por exemplo, usam urnas digitais, mas parcialmente. Nem todos os estados americanos aderiram ao voto eletrônico.
Na Europa, Bélgica e França usam em pequena escala. Ao menos 20 países adotam ou já usaram alguma forma de voto eletrônico, em maior ou menor escala. Mas cada país usa um sistema diferente.
A urna brasileira foi totalmente desenvolvida no país e é produzida em duas fábricas, em Ilhéus, na Bahia, e em Manaus, no Amazonas. Os chips são importados, mas passam por testes, são programados e soldados à placa mãe da urna no Brasil, sob supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Vale lembrar que o que impulsionou o uso da urna eletrônica no Brasil, há quase 30 anos – a primeira urna foi usada em 1996 – foi a grande quantidade de fraudes com cédulas de papel.
Cédulas de papel
Alguns países que usaram votação eletrônica no passado voltaram atrás e reintroduziram as cédulas de papel. Esse é o caso da Noruega, por exemplo.
No entanto, vale ressaltar que, no caso específico do país escandinavo, a votação não era feita por urnas, mas pela internet. A justificativa se deveu aos temores dos eleitores de que seus votos se tornassem públicos, o que poderia colocar em risco a democracia.
Testes com votação eletrônica foram feitos nas eleições local e nacional na Noruega em 2011 e 2013. O objetivo era encorajar os mais jovens a votarem, mas sem sucesso.
Após ter testado diferentes sistemas de votação eletrônica e ter feito ampla consulta nacional, o Tribunal Constitucional Federal da Alemanha resolveu, em 2009, manter o sistema manual e analógico de registro e contagem de votos devido à falta de confiança do público nos sistemas eletrônicos testados. Com informações da BBC Brasil.






