O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, anunciado na Faixa de Gaza, que visa pôr fim a um conflito devastador que resultou na morte de mais de 46 mil palestinos, incluindo muitas mulheres e crianças, e cerca de 1.200 soldados israelenses, desde outubro de 2023.
Mudança na dinâmica do conflito
O pacto, divulgado pelo primeiro-ministro do Catar, xeique Tamim bin Hamad Al-Thani, começará a vigorar a partir de 19 de janeiro. Lula expressou sua esperança de que o cessar-fogo traga alívio aos que sofrem e contribua para um ambiente propício à paz duradoura no Oriente Médio. “Após tanto tempo de sofrimento e destruição, a notícia de que um cessar-fogo em Gaza foi finalmente negociado traz esperança”, declarou em suas redes sociais.
Compromisso com a paz
O governo brasileiro, através do Ministério das Relações Exteriores, também comemorou a suspensão das hostilidades, resultado das negociações mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos. O comunicado ressaltou a gravidade da situação, com o conflito tendo causado a morte de mais de 46 mil palestinos e mais de 1.200 israelenses, além de centenas de jornalistas e funcionários da ONU. O Brasil enfatizou a necessidade de respeito aos termos do acordo e a importância da ajuda humanitária em Gaza.
Acordo complexo
O acordo, que foi objeto de meses de negociação, prevê um cessar-fogo inicial de seis semanas, a retirada gradual das forças israelenses e a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas em troca da libertação de prisioneiros israelenses. O governo brasileiro também pediu a retomada imediata do processo de paz entre Israel e Palestina, defendendo a solução de dois Estados dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental como capital da Palestina.
Este pacto é visto como uma oportunidade crucial para restaurar a estabilidade na região e facilitar a reconstrução da infraestrutura civil na Palestina, severamente afetada pelo prolongado conflito.






