29 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Configuração política e ideológica da Nova Câmara de Vitória (2025-2028)

A nova composição da Câmara Municipal de Vitória (CMV), que exercerá mandato entre 2025 e 2028, apresenta um panorama político marcado por renovação, rearranjos partidários e uma predominância de apoio à gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), reeleito no primeiro turno. Este artigo mapeia as dinâmicas políticas e ideológicas do novo plenário, além de perfilar os 21 vereadores eleitos.

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Renovação e Continuidade

Dos 21 vereadores eleitos, 10 assumem pela primeira vez um mandato, enquanto 11 retornam à Câmara, incluindo Armandinho Fontoura (PL), que esteve afastado por decisão judicial no período anterior. Entre os 15 vereadores que exerceram mandato até 2024, 14 buscaram a reeleição, mas apenas 10 obtiveram sucesso. Nomes como André Moreira (PSol), Chico Hosken (Podemos), Vinicius Simões (PSB) e Duda Brasil (PRD), líder anterior do governo, não conseguiram renovar seus mandatos. O então presidente da Casa, Leandro Piquet (PP), optou por não disputar a nova eleição.

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A composição partidária do plenário também reflete maior diversidade, com representantes eleitos de nove partidos e duas federações, totalizando 12 legendas com assento na Casa. Republicanos, PP, PSB e a Federação Brasil da Esperança (Fe Brasil) ficaram com as maiores bancadas, cada qual elegendo três vereadores.

Distribuição de Forças na CMV

Embora apenas oito vereadores tenham sido eleitos por partidos que compuseram a coligação de Pazolini, o prefeito já desponta com ampla maioria na Câmara. Além dos três Republicanos e três representantes do PP (incluindo o atual presidente da Casa, Anderson Goggi), a base governista inclui Maurício Leite (PRD) e Leonardo Monjardim (Novo), atual líder do prefeito no Legislativo.

A Fe Brasil, que reúne PT e PV, também figura como força relevante, com os vereadores petistas Karla Coser e Professor Jocelino, além de Luiz Paulo Amorim (PV). No entanto, Amorim manifestou disposição em apoiar a gestão de Pazolini caso as demandas comunitárias sejam atendidas.

Oposição: Minoritária e “Responsável”

A oposição ao prefeito Pazolini será reduzida no novo plenário. Apenas três vereadores declararam oposicionismo aberto: Karla Coser (PT), Professor Jocelino (PT) e Ana Paula Rocha (PSol). Ainda assim, os discursos indicam nuances e abordagens propositivas. Jocelino, por exemplo, ressalta que sua atuação será crítica, mas com foco em soluções para demandas das áreas mais vulneráveis de Vitória.

A redução proporcional da oposição é evidente: enquanto no mandato anterior três vereadores oposicionistas representavam 1/5 do plenário, nesse novo cenário eles compõem apenas 1/7 da Casa, proporcionando um ambiente ainda mais confortável para a continuidade da gestão municipal.

Fatores de Consolidação da Base Governista

Além da reorganização interna das coligações pós-eleição, fatores como a reeleição de Pazolini em primeiro turno – sinal de forte apoio popular – contribuem para tornar sua base majoritária ainda mais sólida. Vereadores de partidos teoricamente adversários, como PSB e MDB, adiantaram posturas “independentes”, mas com predisposição ao diálogo. Até mesmo nomes do Solidariedade e outras siglas independentes demonstram maior adesão aos projetos do Executivo.

Exemplo claro é o vereador Davi Esmael (Republicanos), ex-presidente da Câmara e amigo pessoal de Pazolini. Esmael afirma que o prefeito encontrará tranquilidade em sua articulação com o Legislativo, dada a legitimidade eleitoral conquistada.

Representatividade Geográfica

A ampliação do número de cadeiras na Câmara de 15 para 21 permitiu maior representação territorial. Com vereadores provenientes tanto de bairros nobres quanto de comunidades periféricas, o plenário reflete melhor a diversidade socioeconômica da capital capixaba. Este era, inclusive, um dos argumentos centrais à aprovação da emenda que alterou o número de assentos em 2023.

Panorama Ideológico e Perspectivas para Vitória

Embora a variedade de partidos represente um espectro ideológico amplo – da esquerda à direita –, o que predomina neste início de legislatura é a convergência prática em torno dos projetos do Executivo. A governabilidade de Pazolini encontra cenário favorável, facilitado pelas condições políticas e pela reorganização pós-eleitoral.

Para acompanhar os desdobramentos, esta análise seguirá atenta à aprovação de projetos e às movimentações dos edis, detalhando como as promessas de campanha serão traduzidas em ações legislativas que impactem o cotidiano dos cidadãos de Vitória.

 

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