29 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Estudo sugere presença humana em florestas há 150 mil anos

Novas evidências arqueológicas indicam que os humanos modernos, representados pelo Homo sapiens, podem ter habitado florestas tropicais da África Ocidental há cerca de 150 mil anos. Essa descoberta é fruto de pesquisas realizadas em um sítio arqueológico na Costa do Marfim, onde novas datações foram realizadas.

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A importância desse estudo vai além de apenas datar a presença humana. Ele desafia a ideia de que a colonização de ambientes florestais por humanos modernos ocorreu em um período tardio. Em vez disso, as evidências sugerem que nossos ancestrais já eram aptos a viver em florestas densas muito antes de se espalharem por outros continentes.

Identificando sinais de presença humana em florestas tropicais

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A pesquisa, divulgada recentemente na revista científica Nature, destaca o desafio que a arqueologia enfrenta na identificação de vestígios humanos em ambientes de floresta tropical. As condições de calor, umidade e vegetação densa frequentemente dificultam essa tarefa, mas novas técnicas de datação e análise ajudam a superar essa barreira.

O estudo foi coordenado por Eslem Ben Arous e Eleanor Scerri, do Instituto Max Planck de Geoantropologia, na Alemanha. A equipe reexaminou o sítio conhecido como Bété I, localizado a cerca de 20 km da capital Abidjã, na Costa do Marfim. Embora o local tenha sido escavado anteriormente na década de 1980, suas importantes descobertas foram preservadas, permitindo uma nova interpretação dos dados.

Antiga presença humana e ferramentas de pedra

As escavações revelaram um longo período de presença humana, documentando datas que remontam a 150 mil anos. Esses dados foram obtidos por métodos como a luminescência opticamente estimulada, que não requer a presença de materiais orgânicos. Entre os achados estão instrumentos de pedra grandes, presumidamente utilizados em tarefas de escavação, além de ferramentas menores e restos de fabricação.

A pesquisa também incluiu uma análise do ambiente em que os humanos habitavam, utilizando grãos de pólen e fitólitos preservados no solo. Essa análise sugere que a área era rica em árvores, particularmente aquelas em regiões úmidas, ao contrário das esperadas áreas abertas com gramíneas.

Estudos climáticos em concordância

Os resultados obtidos se alinham com modelos climáticos que indicam que a região de Bété I permaneceu coberta por florestas tropicais durante os períodos secos do Pleistoceno. Essa informação sugere que os Homo sapiens possuíam um leque diversificado de habilidades, permitindo uma adaptação a diferentes ambientes, incluindo florestas densas.

Eleanor Scerri destacou que a diversidade ecológica é fundamental para compreender a história humana, refletindo um complexo padrão de migração e adaptação em diferentes habitats. A pesquisa abre portas para futuras investigações sobre como as expansões humanas impactaram o ecossistema ao seu redor.

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