25 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026

Haddad afirma que governo não planeja alterar regras do arcabouço fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em São Paulo que o governo não planeja alterar as diretrizes do arcabouço fiscal, que estabelece um limite e controle de gastos públicos. Durante sua participação na Arko Conference, Haddad destacou a importância de manter a atual política econômica, que combina metas de déficit primário com regras de gastos.

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De acordo com o ministro, o cenário econômico brasileiro está reagindo positivamente às políticas públicas implementadas, e ele acredita que o país pode crescer a taxas similares à média mundial, minimizando as pressões externas. Haddad enfatizou que, mesmo com a necessidade de moderar um pouco o ritmo de crescimento, a situação é muito diferente do que se observa globalmente em ajustes severos que podem prejudicar as contas públicas.

O governo continuará focado em suas metas fiscais, sem implementar “medidas exóticas” por motivos eleitorais. Haddad reforçou que não haverá inovações sem fundamento, reiterando a convicção do presidente Lula em seguir uma abordagem consistente.

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Taxa de juros e inflação

O ministro também discutiu a taxa de juros, que classifica como “ultra restritiva”, ressaltando que sua função é controlar a inflação e desacelerar a economia. Haddad afirmou que não espera surpresas nessa área e confirmou que o governo se manterá no caminho traçado para cumprir suas metas fiscais.

Impactos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

Durante o evento, Haddad comentou sobre os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que indicam a criação de mais de 431 mil novas vagas de trabalho em fevereiro. Ele esclareceu que esse aumento não reflete um aquecimento econômico, mas sim a expectativa de uma super safra, o que gera demanda por mão de obra temporária, especialmente no setor de transporte.

Expectativa de desvalorização do dólar

Ao se dirigir a investidores, o ministro expressou sua previsão de uma possível desvalorização global do dólar, citando reformas nos Estados Unidos como um fator determinante. Ele acredita que esse evento pode facilitar o trabalho do Banco Central em conter a inflação.

Julgamento de Jair Bolsonaro

Haddad também se pronunciou sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Ele mencionou a diferença de opiniões sobre o assunto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Para Haddad, é essencial julgar os comportamentos de líderes e enfatizou a importância da liberdade individual, considerando fundamental o julgamento de Bolsonaro por suas ações.

Crédito consignado

Por fim, em uma coletiva de imprensa, o ministro comentou sobre a alta demanda pelo crédito consignado privado. Ele explicou que essa procura não necessariamente indica um aumento do endividamento, mas sim uma estratégia de troca de dívidas por taxas de juros mais baixas. Segundo Haddad, essa proposta é uma forma de ajudar os trabalhadores a lidarem com dívidas elevadas, possibilitando que troquem dívidas com altas taxas por opções mais acessíveis.


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