Chegar ao fim de mais um ciclo é sempre um convite à reflexão. Olho para 2025 com o olhar otimista de quem prefere enxergar o copo meio cheio, mesmo reconhecendo os muitos desafios do ano que passou. Alguns consegui superar, outros ainda pedem paciência e autoconhecimento para serem vencidos. A verdade é que nem sempre as nossas dores e dificuldades se resolvem de imediato; muitas vezes, tropeçamos nas mesmas pedras, mas seguimos.
O novo ano está batendo à porta, e sinto aquela energia peculiar do dia 1º de janeiro, em que recarrego esperanças, expectativas e sonhos. Sei, entretanto, que 2026 não será um ano fácil — não só pelos desafios pessoais, mas também pelo contexto coletivo. Um ano eleitoral se aproxima, e, com ele, as disputas se acirram, as diferenças se tornam mais evidentes, os embates de ideias e valores ganham força. Aprendi, com a maturidade, que precisamos de equilíbrio para nos posicionar, de respeito para lidar com quem pensa diferente, e de firmeza para defender nossos ideais, sem perder a humanidade no processo.
Acredito na importância do respeito, da empatia e do compromisso com a igualdade, especialmente num país tão diverso e tão desigual como o nosso. É tempo de fortalecer o empoderamento, de praticar inclusão e de reafirmar o valor das mulheres negras, da equidade de gênero, de todas as pessoas que historicamente têm suas vozes silenciadas. Nessa virada, faço um chamado para que a gente se proponha a ser melhor — não só como indivíduos, mas como sociedade.
Vivi 52 anos aprendendo que a verdadeira transformação acontece nos dias difíceis. Crescemos nas adversidades, desenvolvemos resiliência e, principalmente, renovamos valores. Que 2026 seja o ano de olharmos para a vida com mais compaixão, protegendo direitos, acolhendo diferenças e promovendo oportunidades, principalmente para quem mais precisa.
Desejo que todas possamos inspirar e ser inspiradas, sermos agentes de reflexão, união e esperança. A vida pede respeito às diversidades, dignidade para as mulheres aos 50 anos, para as crianças, para os idosos, para as pessoas negras. Pede que cuidemos do nosso entorno, que sejamos mais humanas, mais inclusivas, mais atentas ao que realmente importa.
Se vale a pena lutar? Eu afirmo, com convicção: vale. Seguimos em frente, com o copo cada vez mais cheio de sonhos, coragem e vontade de transformar o mundo à nossa volta. Que venha 2026, e que este seja, acima de tudo, um ano de crescimento coletivo, reflexão profunda e conquistas que alcancem a todas nós.
Com esperança e determinação, seguimos.







