A investigação conduzida por especialistas do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE), da Secretaria da Saúde (Sesa), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Institut de Recerca Sant Pau (IR Sant Pau) de Barcelona, ganhou reconhecimento internacional ao ser publicada no Pan American Journal of Public Health. O periódico, principal veículo científico e técnico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), aceitou o artigo em 26 de dezembro para compor o volume 49 da revista.
Intitulado “Sociodemographic characteristics, clinical manifestations, and concurrent outcomes of Oropouche fever and dengue in Espírito Santo, Brazil”, o estudo analisou e comparou aspectos sociodemográficos, clínicos e a gravidade dos desfechos em pacientes com diagnóstico confirmado de febre do Oropouche e dengue no Espírito Santo entre 2024 e 2025.
João Paulo Cola, referência técnica para Arboviroses do NEVE, afirmou que a aprovação do trabalho foi muito gratificante e motiva a continuidade de novas pesquisas. Ele ressaltou que a conquista valida os esforços da equipe do NEVE e da Sesa, mostrando que transformar a prática da Vigilância em ciência de qualidade é o caminho certo.
O Pan American Journal of Public Health, publicado desde 1922, tem como objetivo promover a geração e divulgação de conhecimento científico com impacto internacional na saúde pública. Seu foco está em temas alinhados à missão da OPAS de fortalecer os sistemas de saúde e promover o bem-estar das populações das Américas.
O técnico destacou ainda que a publicação nesse veículo tem grande relevância, considerando o amplo alcance e a influência da revista no meio acadêmico latino-americano. A divulgação projeta a Sesa e as instituições parceiras como produtoras de ciência e implementadoras de medidas baseadas em evidências.
Conforme explicou João Paulo Cola, a pesquisa buscou examinar a dinâmica conjunta das duas epidemias, dengue e Oropouche, no Espírito Santo durante 2024 e 2025. O objetivo foi entender a distribuição geográfica dos casos, o quadro clínico dos pacientes e a ocorrência de manifestações graves e seus desfechos.
O estudo concluiu que a febre do Oropouche e a dengue apresentaram perfis clínicos semelhantes. A pesquisa também reforçou o compromisso da saúde pública capixaba em produzir ciência e informações robustas para orientar futuras decisões e ações de controle e prevenção de doenças. Dessa forma, o conhecimento gerado retorna ao território, resultando em melhorias concretas nas políticas, estratégias e respostas em saúde pública.
O trabalho, disponível neste link, contou com a contribuição dos seguintes pesquisadores: pela Sesa, João Paulo Cola, Ana Paula Brioschi dos Santos, Raphael Lubiana Zanotti, Adriana Endlich da Silva Dela Costa, Karina Bertazo Del Carro, Lesliane de Amorim Lacerda Coelho, Dijoce Prates Bezerra e Orlei Amaral Cardoso; pela Ufes, Thiago Nascimento do Prado, Brenda Silva Freire, Cintia Lepaus Thomas, Angelica Espinosa Miranda, Ethel Leonor Noia Maciel e Creuza Rachel Vicente; e pelo IR Sant Pau, Otavio T. Ranzani.







