Iuri Aguiar, presidente estadual do Novo, detalhou as ambições do partido para as eleições de 2026, confirmando a disposição de lançar Leonardo Monjardim ao Senado Federal.
Em conversa com o Século Diário, Aguiar foi enfático: a decisão está consolidada e não haverá retrocesso. A candidatura de Monjardim ao Senado pelo Espírito Santo será mantida, mesmo que precise ser realizada de forma isolada, sem alianças partidárias.
O vereador capixaba tem reafirmado ao longo do ano seu interesse em concorrer a uma cadeira no Senado, um cenário que atualmente conta com um grande número de pré-candidatos. O lançamento oficial de sua pré-campanha ocorreu em Vitória, em novembro, com a participação do governador mineiro Romeu Zema, que também é pré-candidato à Presidência pelo Novo. Segundo o dirigente partidário, a estratégia visa ampliar a exposição da sigla no estado.
“Optamos por lançar o Leonardo Monjardim ao Senado porque temos um quadro político à sua altura, uma forma de demonstrar que estamos devidamente estruturados no Espírito Santo”, esclareceu Aguiar. Nas eleições de 2022, o partido apresentou apenas Aridelmo Teixeira para governador e Patricia Bortolon para deputada federal. A legenda fortaleceu sua presença em 2024, elegendo um vice-prefeito: Júnior Corrêa, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do estado.
Metas e estratégias partidárias
O presidente do Novo no estado ressalta que o partido opera com metas claras, “semelhante a uma empresa privada”. Dois objetivos centrais orientam a atuação: fornecer suporte à candidatura presidencial de Romeu Zema e superar a cláusula de barreira eleitoral, especialmente após a sigla, criada sob um discurso ultraliberal, ter abandonado a restrição ao uso do Fundo Partidário.
A cláusula de barreira define critérios de desempenho para o acesso ao fundo, como eleger no mínimo onze deputados federais distribuídos em nove estados ou obter ao menos 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, espalhados por nove unidades da federação, com um piso de 1% dos votos em cada uma.
Dessa forma, o foco principal do Novo está na Câmara dos Deputados. “Reconhecemos a dificuldade em eleger um deputado federal, mas estamos dedicados a esse propósito”, afirmou Iuri. Para as eleições deste ano, a legenda terá chapas completas, com onze candidatos a deputado federal e trinta e um a deputado estadual. Os nomes já estão definidos, mas o presidente estadual prefere não revelá-los por enquanto.
Recentemente, o partido viu a saída de uma de suas principais lideranças no estado: Aridelmo Teixeira, ex-secretário de Fazenda e de Governo na gestão do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que migrou para o PSD, seguindo o mesmo caminho do ex-governador Paulo Hartung. Há ainda a possibilidade de Júnior Corrêa também deixar a sigla em busca de um partido mais alinhado ao grupo do governador Renato Casagrande (PSB), conforme apurado junto a fontes que acompanham as articulações políticas locais.
Posicionamento e alianças em aberto
Na capital, Leonardo Monjardim integra a base de apoio do prefeito Lorenzo Pazolini na Câmara Municipal. Contudo, o Novo ainda não decidiu se apoiará a possível candidatura de Pazolini ao governo estadual ou se lançará um nome próprio. Iuri Aguiar mencionou que, durante o ano anterior, dialogou com todas as lideranças de direita e centro-direita, mas as definições permanecem em aberto.
“Temos uma certeza: desejamos retirar o PT do poder. Faremos isso com respeito, trabalho e apresentação de propostas. Não somos um partido de esquerda. Que não se interprete isso como arrogância. Almejamos que alguém de centro-direita administre o país”, comentou o presidente.
No plano nacional, especula-se a possibilidade de Romeu Zema integrar a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como vice-presidente. Nesse contexto hipotético, Leonardo Monjardim e Maguinha Malta (PL) poderiam formar uma chapa conjunta para o Senado Federal.
No momento, porém, a frente oposicionista de direita no estado segue sem unidade.






