Após convulsões em prova de resistência, ator acende alerta sobre gatilhos como estresse e exaustão; conheça o protocolo para salvar vidas
Se você estava ligado no BBB 26 na última quarta-feira (14), provavelmente sentiu aquele frio na barriga. O ator Henri Castelli, um dos nomes fortes da edição, precisou deixar a casa após sofrer episódios convulsivos durante uma prova de resistência. O Twitter (ou X, para os íntimos) explodiu, e muita gente começou a dar palpite errado sobre o que fazer. Mas, como diria um bom capixaba: “Pera lá, vamos entender o que aconteceu antes de sair falando”.
O caso de Henri não é apenas entretenimento; é uma aula de saúde pública. Seja por sequelas de traumas antigos ou pelo estresse extremo da prova, o episódio mostrou que a epilepsia e as crises convulsivas são mais comuns do que imaginamos — atingindo mais de 2 milhões de brasileiros. A boa notícia? Com o tratamento certo, 70% das pessoas levam uma vida normal. O segredo está em conhecer os gatilhos e, principalmente, saber como agir no “set” da vida real.
Para quem convive com a condição, a rotina é o melhor roteiro. Confira o que os especialistas recomendam:
Medicação Sagrada: O anticonvulsivante é o seu melhor amigo. Nada de pular dose ou ajustar por conta própria.
Sono de Beleza é Real: Privação de sono “frita” o cérebro e é um dos gatilhos mais perigosos.
Tchau, Ressaca: O álcool altera a atividade cerebral e o efeito dos remédios. Evite.
Cuidado com o Brilho: Luzes piscantes (fotossensibilidade) podem desencadear crises em segundos.
Mente Leve: O estresse mexe com os hormônios e “abre a porta” para a descarga elétrica.
Check-up em Dia: Visitas regulares ao neuro são fundamentais para ajustes de dose.
Rede de Apoio: Seus amigos precisam saber o que você tem e como ajudar.
Diário de Crises: Anote horários e o que você sentiu antes. Ajuda muito o médico.
Muita gente no BBB sugeriu segurar a língua do ator. Pelo amor de Deus, não faça isso! É perigoso, pode causar fraturas e não ajuda em nada. Guarde a sigla CALMA:
Conserve a calma.
Afaste objetos próximos.
Lateralize a cabeça (deixe a pessoa de lado).
Marque o tempo (se passar de 5 minutos, chame o SAMU).
Acione socorro em caso de primeira crise ou repetição.
O caso de Henri Castelli serviu para quebrar o estigma. A epilepsia não define ninguém, e o preconceito nasce da falta de informação. Que tal usar esse episódio para aprender a ser aquela pessoa que mantém a calma e ajuda de verdade? No jogo da vida, a solidariedade é o prêmio que realmente importa.







