30 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Líder de partido da Argentina pede prisão de Maduro na Celac

Patricia Bullrich afirmou que presidente venezuelano deve ser detido caso vá ao país participar da cúpula regional

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A presidente do partido de centro-direita argentino Proposta Republicana (Propuesta Republicana), Patricia Bullrich, solicitou à Justiça da Argentina que prenda o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, caso o líder vá ao país para participar da cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) na próxima 3ª feira (24.jan.2023).

Bullrich justifica o pedido por Maduro “ter cometido crimes contra a humanidade”, na sua avaliação. “Se Nicolás Maduro vier à Argentina, deve ser detido imediatamente por ter cometido crimes contra a humanidade”, escreveu em seu perfil no Twitter. “A Justiça deve atuar para garantir a vigência universal dos direitos humanos”.

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A cúpula da Celac reúne 33 países latino-americanas e caribenhos e será realizada na capital argentina, em Buenos Aires. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou presença no evento. Em janeiro de 2020, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia formalizado a saída do Brasil da Celac.

Bullrich compara a detenção de Maduro ao que o ex-presidente do Chile Augusto Pinochet foi submetido em Londres (Inglaterra), em 1998. Ele foi preso pela polícia britânica sob um mandado de prisão internacional emitido pela justiça da Espanha. À época, o ditador foi para Londres para cuidar da saúde em uma clínica particular. O regime ditatorial de Pinochet foi responsável pela tortura, morte e desaparecimento de milhares de pessoas durante os anos em que esteve no poder (1973-1990).

Não é a 1ª vez em que Patricia Bullrich manifesta-se contra a presença de Maduro na Argentina. Na 3ª feira (17.jan), também pelo Twitter, a política compartilhou uma imagem noticiando a provável ida do presidente venezuelano ao país e afirmou querer uma Argentina “livre de ditadores”.

“Digamos todos NÃO à ‘visita’ de presidentes autoritários. Nosso país NÃO é ‘aguantadero’”, disse. Em espanhol, a expressão “aguantadero” significa um “lugar onde se esconde ou refugia um delinquente”, segundo o dicionário da Real Academia Espanhola.

Além de Bullrich, outros líderes políticos, bem como acadêmicos e líderes de direitos humanos, são contra a presença de Maduro e também de Miguel Díaz-Canel e Daniel Ortega, presidentes de Cuba e Nicarágua, respectivamente.

Na 4ª feira (18.jan), o Fader (Fórum Argentino para a Democracia na Região, na sigla em espanhol) solicitou à Justiça argentina que investigue 3 líderes por “crimes contra a humanidade”.

“Para um país como a Argentina, que não esquece os horrores de sua própria ditadura, essas visitas são uma ofensa. Para milhares de migrantes, expulsos por esses mesmos ditadores, essas visitas são um insulto e uma provocação”, diz o fórum.

A organização também pede ao presidente argentino, Augusto Fernández, a suspensão dos convites. “Eles não são bem-vindos aqui”, conclui.

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