29 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Queda de 1% no varejo em junho encerra sequência de cinco meses de crescimento

Em junho deste ano, o comércio varejista registrou uma queda de 1% em comparação a maio, interrompendo uma sequência de cinco meses consecutivos de crescimento. Esse recuo também seguiu um patamar recorde alcançado no mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Continua após a publicidade

Essa foi a maior queda desde maio de 2023, quando o varejo também recuou 1%. Apesar do resultado negativo em junho, o setor ainda apresenta um crescimento acumulado de 4,7% em relação a dezembro do ano passado e uma alta de 5,2% no primeiro semestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano passado.

“Para se ter uma ideia, o crescimento de 2023 foi de apenas 1,7%. Portanto, mesmo com a queda entre maio e junho, o primeiro semestre de 2024 mostra um crescimento de 5,2%, muito superior ao crescimento total de 2023,” explica o pesquisador do IBGE, Cristiano Santos.

Continua após a publicidade

Santos atribui a queda de maio para junho a uma acomodação natural após os crescimentos consecutivos, que levaram o varejo a um nível historicamente alto.

O principal fator para o resultado negativo em junho foi o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que caiu 2,1% em relação a maio. Essa queda pode ser explicada pela base de comparação elevada do mês anterior, quando as vendas nos supermercados atingiram um recorde histórico. Além disso, a inflação pode ter influenciado a compra de alimentos, com a alimentação em domicílio contribuindo significativamente para a inflação, apesar da desaceleração geral do IPCA.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 0,46% em maio para 0,21% em junho. Os preços de alimentos e bebidas subiram 0,44% em junho, contribuindo com quase metade da inflação de 0,21% no mês.

Além do setor de supermercados, outras categorias também apresentaram quedas em junho, como artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%).

Por outro lado, quatro setores apresentaram alta: combustíveis e lubrificantes (0,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,2%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,8%) e móveis e eletrodomésticos (2,6%).

No Rio Grande do Sul, o comércio varejista registrou um crescimento de 1,8% de maio para junho, ficando atrás apenas da Paraíba (2,4%). Em maio, apesar das chuvas, o estado já havia mostrado um crescimento de 1,8% em relação a abril.

A grande diferença foi observada no varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção. Enquanto em maio o setor havia recuado 2,8%, em junho subiu 13,8%, quase três vezes o crescimento do segundo colocado, Mato Grosso (4,8%), e mais de 30 vezes a média nacional (0,4%).

“O destaque foi a recuperação nas vendas de veículos, motos, partes e peças, que haviam sido fortemente impactadas em maio,” afirma Santos.

Continua após a publicidade
Redação
Redação
Equipe de jornalismo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Vitória, ES
Temp. Agora
25ºC
Máxima
28ºC
Mínima
22ºC
HOJE
20/01 - Ter
Amanhecer
05:16 am
Anoitecer
06:26 pm
Chuva
0mm
Velocidade do Vento
4.12 km/h

Média
21ºC
Máxima
21ºC
Mínima
21ºC
AMANHÃ
21/01 - Qua
Amanhecer
05:17 am
Anoitecer
06:26 pm
Chuva
92.5mm
Velocidade do Vento
5.38 km/h

Inventário com herdeiros incapazes: como funciona a partilha em cartório sem...

Valença, Lopes e Vasconcelos Advocacia

Leia também