20 de janeiro de 2026
terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Ministério da Saúde dá início à maior edição do programa Vivências no SUS

O Ministério da Saúde lançou a versão mais abrangente do Programa Nacional de Vivências no Sistema Único de Saúde (VER-SUS). A cerimônia de abertura ocorreu no auditório do Campus Darcy Ribeiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), marcando o início de atividades que vão envolver cerca de nove mil alunos de graduação, do ensino técnico profissional de nível médio e residentes da área da saúde em todo o país.

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A iniciativa compreende trezentos projetos e três mil grupos de trabalho, estabelecidos em parceria com a Associação Rede Unida e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Esta é a edição de maior alcance desde que o programa foi formalmente incorporado à política de educação na saúde do ministério, em 2023. Seu objetivo principal é fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da capacitação profissional e do estímulo à produção de conhecimento científico voltado para as necessidades regionais.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o VER-SUS permite que os estudantes da área vivenciem a prática dos serviços e ganhem experiência sob a orientação de professores. “Eles se envolvem em ações, na dinâmica comunitária e na realidade da gestão em saúde, obtendo uma experiência direta no local. É uma realidade que os livros não mostram. Isso os transforma em profissionais com uma bagagem muito maior”, afirmou. Padilha acrescentou que o contato próximo com o SUS possibilita aos alunos sugerir protocolos de estudo, projetos de pesquisa e intervenções para melhorar a situação da saúde em sua região.

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Segundo o coordenador-geral da Rede Unida, Alcindo Ferla, a iniciativa é crucial para disseminar uma educação contínua e colaborativa. “Esse movimento de vivências nos ensina, ao mesmo tempo, sobre a produção de saúde nos territórios e ocupa as universidades, reforçando a educação permanente como atualização e desenvolvimento do trabalho. Dessa forma, damos mais visibilidade a segmentos e locais que costumavam ser tratados como invisíveis”, declarou.

O representante da OPAS no Brasil, Cristian Morales, disse que a organização apoia a execução do programa, considerando-o uma ação essencial para consolidar as políticas públicas que conectam ensino e saúde. “Esta iniciativa confirma nosso empenho em promover uma educação integrada, capaz de responder com qualidade à complexidade do SUS e às reais demandas da população brasileira.”

Integração entre Ensino e Serviço

De acordo com o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, o Vivências no SUS se consolida como um dos projetos que melhor conecta a capacitação dos profissionais de saúde ao sistema público em cada território. “Esse é um objetivo estabelecido pelas políticas públicas de educação na saúde no Brasil desde os anos 2000, que tem guiado a transformação no ensino das profissões que atuam no sistema de saúde. É algo crucial para preparar melhor nossos profissionais para atuarem nas localidades”, ressaltou.

Os projetos selecionados se destacam pela experiência prática no SUS, alinhada às realidades locais, e possuem um caráter pedagógico que estimula reflexões e amplia o entendimento dos estudantes e residentes sobre a estrutura e o funcionamento do SUS em cada região. Dessa maneira, o programa promove um mergulho crítico que transforma o saber teórico em respostas concretas para os desafios do dia a dia na rede pública.

Trajetória do Programa

Reconhecido pela OPAS como uma das principais medidas de integração entre educação e saúde no Brasil, o Vivências no SUS visa reforçar a formação dos futuros profissionais da área, incentivando o trabalho coletivo, a equidade, o cuidado integral e o envolvimento social. As atividades buscam conectar os alunos à realidade do Sistema Único de Saúde e contribuir para o aperfeiçoamento dos modelos de atenção e gestão em saúde nos territórios, vinculando instituições de ensino aos sistemas locais e regionais de saúde.

Ao longo de mais de vinte anos de existência, o programa já envolveu cerca de setenta mil estudantes. No primeiro semestre de 2025, foram realizadas sete vivências regionais para formação de facilitadores, resultando em 333 pessoas capacitadas e um total de 458 participantes. Esses facilitadores atuam agora como multiplicadores em suas regiões, fortalecendo a ligação entre a formação acadêmica e a rotina das unidades de saúde.

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