28 de janeiro de 2026
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Galípolo afirma que BC tem tomado medidas para controlar inflação

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição está adotando medidas para garantir que a inflação chegue à meta estipulada, após o descumprimento do limite em 2024. Em uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo identificou os principais fatores que levaram ao rompimento do teto da meta de inflação, incluindo a inflação importada, inércia do ano anterior, hiato do produto e expectativas de inflação.

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Inflação em Números

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em 2024 fechou em 4,83%, confirmando que os índices superaram o teto da meta, que é de 4,5%, com um alvo central de 3%. O Banco Central já havia previsto a possibilidade de estourar o teto, considerando a situação em dezembro como próxima de 100%.

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Impactos da Inflação Importada

Galípolo destacou que a inflação importada foi o principal fator para o desvio do índice de preços, contribuindo com 0,72 ponto percentual. Dentro desse cenário, a desvalorização do real teve um impacto de alta de 1,21 ponto, enquanto as cotações das commodities contribuíram com 0,10 ponto. A queda do preço internacional do petróleo, que teve um efeito negativo de -0,59 ponto percentual, ajudou a amortecer esses impactos.

Fatores Contribuintes

Além da inflação importada, outros fatores, como a inércia do ano anterior (0,52 p.p.), hiato do produto (0,49 p.p.) e as expectativas de inflação (0,30 p.p.), também foram citados como contribuições significativas para o desvio da meta.

Projeções Futuras

No que diz respeito ao futuro, a carta enfatiza que as projeções do Banco Central indicam que a inflação permanecerá acima do teto da meta até o terceiro trimestre de 2025. Após esse período, espera-se um declínio, mas ainda acima do centro da meta.

Ciclo de Alta de Juros

Em resposta à pressão inflacionária, o Banco Central acelerou o ciclo de alta nos juros básicos no fim do ano passado, buscando conter as expectativas de mercado diante de um cenário de atividade econômica aquecida e incertezas externas. Em dezembro, a taxa Selic foi elevada em 1 ponto percentual, alcançando 12,25% ao ano, com previsões de mais aumento nas reuniões subsequentes do Copom.

Mudanças no Regime de Metas

Esta carta marca a última comunicação no formato anterior, uma vez que a partir de agora, a avaliação do cumprimento da meta de inflação seguirá um novo critério contínuo. Nesse novo sistema, uma carta será emitida caso a inflação acumulada em 12 meses extrapole o intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.


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