23 de janeiro de 2026
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Queda na imigração dificulta análise de dados de emprego nos EUA pelo Fed

Uma expressiva diminuição na imigração está influenciando a análise dos dados de emprego nos Estados Unidos, contribuindo para a estabilidade da taxa de desemprego, mesmo diante da desaceleração econômica.

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Impacto na força de trabalho

Dados divulgados pelo governo indicam que, em maio, o tamanho da força de trabalho encolheu, em parte devido à maior queda consecutiva no número de trabalhadores imigrantes desde 2020. Essa situação impediu que a taxa de desemprego, que permanece em 4,2%, fosse alterada, mesmo com o aumento no número de desempregados. O aumento das deportações e a restrição da imigração legal, implementados durante a administração anterior, têm gerado expectativas de uma força de trabalho reduzida, o que pode afetar o aumento do desemprego.

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Condições do mercado de trabalho

Para os funcionários do Federal Reserve (Fed), uma taxa de desemprego estável pode levar a um foco maior na inflação, especialmente com a pressão das tarifas sobre os preços ao consumidor. Os economistas questionam como avaliar a saúde do mercado de trabalho, já que a imigração, que historicamente contribuiu para o aumento da oferta de trabalho, passou por mudanças significativas.

Consequências da imigração reduzida

O fim da tendência de aumento da imigração resulta em uma força de trabalho menor, impactando o crescimento econômico. Desde a limitação dos pedidos de asilo pela administração Biden, a migração na fronteira em relação a anos anteriores sofreu uma drástica redução. Uma dúvida central entre economistas é a taxa de equilíbrio, que indica quantos empregos precisariam ser acrescentados mensalmente para manter a taxa de desemprego estável.

Tendências de empregos

Estudos sugerem que a taxa de equilíbrio pode ter aumentado após a pandemia, quando cerca de 5,8 milhões de imigrantes entraram no mercado de trabalho. Atualmente, cerca de 32,7 milhões de imigrantes estão na força de trabalho, representando quase 20% do total de trabalhadores.

Perspectivas econômicas

Analistas acreditam que a taxa de equilíbrio para o crescimento de empregos pode cair, diante da desaceleração da imigração líquida. Economistas do Morgan Stanley projetam que a taxa necessária de novos empregos mensais poderá diminuir em função das deportações e da imigração mais lenta. Para alguns economistas, esse número pode até ser negativo caso as deportações aumentem.

Monitoramento das políticas do Fed

Os dados mais recentes mostram que 139.000 empregos foram adicionados em maio, com revisões para baixo nos meses anteriores. Diante dessa realidade, as projeções do Fed são analisadas com cautela. O presidente do Fed ressaltou a ligação entre a imigração e a demanda por trabalho e como isso afeta a estabilidade da taxa de desemprego.

Desafios que emergem

A mudança nas políticas de imigração e as tarifas introduzidas complicam as projeções do mercado de trabalho, criando um cenário incerto. O Fed enfrenta um dilema ao considerar cortes nas taxas de juros para apoiar um mercado de trabalho enfraquecido, que podem impulsionar a inflação. Essa situação pode exigir uma cautela maior nas intervenções para proteger os trabalhadores, resultando em um cenário desafiador até que uma maior clareza se apresente.


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