A indústria brasileira de suco de laranja recebeu uma notícia importante no início de agosto. Os Estados Unidos decidiram retirar o suco de laranja brasileiro da lista de itens que seriam taxados com uma sobretaxa de 40%. Esta decisão aliviou as preocupações dos produtores e processadores brasileiros.
O anúncio foi feito em um momento crucial, com os estoques de suco de laranja nos Estados Unidos em baixa e a oferta global limitada. Isso reforça a posição competitiva do Brasil como fornecedor de suco de laranja.
Reação do mercado interno
Logo após a divulgação da medida, o preço da laranja destinada à indústria no Brasil apresentou uma forte alta. Entre 4 e 7 de agosto, a caixa de 40,8 kg atingiu uma média de R$ 45,42, um aumento de 4,61% em comparação com a semana anterior. Este avanço ocorreu após um período de estabilidade, durante o qual o setor aguardava definições sobre o cenário internacional e a possível taxação.
Além do aumento nos preços, a decisão dos Estados Unidos também deve favorecer a retomada dos fechamentos de contratos para a safra 2025/26, que haviam sido suspensos durante julho. Com a perspectiva de maior demanda externa, produtores e indústrias projetam preços firmes e um ritmo mais intenso de negociações nos próximos meses.
Posição do Brasil no mercado global
O Brasil já é um líder no mercado mundial de suco de laranja, respondendo pela maior parte do volume exportado. Ao escapar da tarifa, o país amplia sua vantagem frente a outros fornecedores, que enfrentam custos adicionais para acessar o mercado norte-americano. Este diferencial pode ser crucial para garantir novos contratos e manter a liderança nas exportações.
Com a oferta internacional restrita, os compradores tendem a priorizar fornecedores que garantam regularidade e qualidade, características que fortalecem a imagem da produção brasileira. A expectativa é de que, no curto prazo, as vendas externas se acelerem e os estoques domésticos se ajustem a um cenário de maior escoamento.







