21 de janeiro de 2026
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Economia dos EUA apresenta sinais iniciais de estagflação

Documentos divulgados na quinta-feira (11) sugerem que a economia norte-americana pode estar caminhando para um cenário de estagflação, fenômeno caracterizado pela combinação de crescimento econômico reduzido e alta de preços.

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Essa situação é especialmente complicada, pois, em condições normais, a desaceleração do crescimento deveria levar à queda dos preços, não ao seu aumento.

Segundo princípios econômicos, quando há risco de demissões ou aumento do desemprego, os consumidores reduzem gastos, pressionando empresas a cortar preços. Se os preços sobem apesar da queda do poder de compra, isso indica uma anomalia preocupante.

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Jason Furman, economista de Harvard, comentou na plataforma Bluesky: “Os sinais de estagflação se intensificam. O Federal Reserve enfrenta dilemas diante do atual cenário.”

Entendendo o conceito

O termo “estagflação” combina estagnação e inflação, representando um prognóstico alarmante para qualquer país.

Durante a crise inflacionária de 2022, os preços alcançaram níveis históricos, afetando duramente a população. Ainda assim, um mercado de trabalho dinâmico funcionou como amortecedor, com salários em alta e programas governamentais que ajudaram a preservar o poder de compra.

Sem essa compensação, resta apenas a combinação de inflação e aumento do desemprego, uma situação duplamente prejudicial.

Desafios para as autoridades monetárias

Além do impacto direto na população, esse quadro representa um dilema complexo para o Federal Reserve, que ainda enfrenta pressões políticas da administração Trump.

A instituição tem como função regular a economia por meio do controle das taxas de juros. Para conter a inflação, sobe-se os juros; para combater o desemprego, reduzem-se as taxas, estimulando a atividade.

O paradoxo é que não se pode aplicar ambas as estratégias ao mesmo tempo, o que explica a atenção voltada à próxima reunião de política monetária.

Outra questão relevante é a possível confirmação de Stephen Miran, conselheiro econômico de Trump, no Conselho do Fed, prevista para segunda-feira (15), às vésperas do encontro crucial.

Perspectivas para a próxima semana

Especialistas antecipam que o Fed provavelmente reduzirá as taxas de juros, conforme sinalizado pelo presidente Jerome Powell, em resposta às recentes fragilidades no mercado trabalhista.

O ponto crucial é a magnitude do corte: será de 0,25% ou 0,5%, ou o Fed cederá às pressões da Casa Branca por cortes mais amplos?

Tradução revisada por André Vasconcelos

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