A Fórmula 1 decidiu retirar o sistema de pontuação extra pela volta mais rápida nas corridas, medida que estava em vigor desde 2019 e que gerou controvérsia, especialmente no GP de Singapura. A mudança foi motivada por diversos fatores que, segundo a categoria, comprometiam a intenção original de incentivar uma competição mais acirrada.
Impactos do sistema de pontos
O sistema anterior tinha como objetivo promover disputas pela volta mais rápida, mas frequentemente resultava em resultados que não refletiam a verdadeira performance dos pilotos. Muitas vezes, o ponto extra era conquistado por pilotos em condições vantajosas, como aqueles que trocavam pneus no momento certo, em vez de ser atribuído ao piloto mais rápido na pista. Isso gerava uma distorção na competição, já que um competidor fora do top 10 poderia, com uma estratégia bem pensada, conquistar o ponto e prejudicar os líderes do campeonato.
No GP de Singapura de 2024, por exemplo, Daniel Ricciardo teve a oportunidade de conquistar a volta mais rápida e, ao mesmo tempo, afetou a pontuação de Lando Norris, que acabara vencendo a corrida. Esse incidente evidenciou a flexibilidade do sistema, que por vezes beneficiava quem estava em posições não competitivas, mas que conseguiu executar uma estratégia favorável.
Mudança na regulamentação
Diante dessas considerações, a F1 optou por abolir a regra que concedia pontos pela volta mais rápida, argumentando que a regulamentação anterior, apesar de alguns benefícios como aumentar o engajamento dos pilotos no final das corridas, também introduzia incertezas e questionamentos. A organização reconheceu que, embora a busca pela volta rápida ainda motivasse os pilotos, a regra acabou se tornando problemática e contraproducente.
Em resumo, a Fórmula 1 busca garantir que a competição reflita verdadeiramente a performance nas pistas, e a remoção do ponto pela volta mais rápida é um passo para alinhar os incentivos esportivos com essa filosofia.







