20 de janeiro de 2026
terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Empresas discutem o acolhimento do luto no trabalho

Pesquisas acadêmicas e levantamentos de mercado mostram que o luto vivido por colaboradores afeta produtividade, saúde mental e resultados financeiros. Estudos também alertam que a ausência de políticas de acolhimento pode acarretar perdas bilionárias, enquanto abordagens humanizadas começam a integrar o debate sobre a gestão corporativa contemporânea.

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O tema da humanização nas empresas tem incorporado o luto como elemento relevante da experiência profissional, pois há evidências de que perdas pessoais influenciam diretamente o desempenho no trabalho, o bem-estar emocional dos trabalhadores e os indicadores econômicos das organizações.

O tratamento do luto no ambiente profissional continua limitado em muitas empresas, apesar de pesquisas apontarem que a perda compromete a concentração, o engajamento e a capacidade de decisão. Um artigo publicado no The Journal of Management Studies investiga a relação entre luto, trabalho e bem-estar, ressaltando que a falta de suporte institucional tende a prolongar o sofrimento e a dificultar o retorno pleno às atividades.

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Evidências acadêmicas sobre luto no trabalho

Uma pesquisa disponível na plataforma ResearchGate reforça que o luto no local de trabalho não é um episódio isolado, mas acompanha muitos profissionais ao longo da carreira. O estudo indica que políticas organizacionais rígidas podem agravar sintomas emocionais, enquanto práticas de acolhimento estruturadas favorecem a adaptação e a manutenção da produtividade.

Reflexos econômicos e conexão com ESG

Além dos efeitos individuais, o luto traz consequências econômicas. Uma reportagem da Exame, intitulada “Luto Corporativo: quando ignorar a dor se transforma em prejuízo bilionário”, destaca que a negligência em relação ao luto corporativo pode provocar perdas bilionárias, resultantes de afastamentos prolongados, queda de desempenho e aumento da rotatividade. A matéria associa o cuidado emocional à agenda ESG, mostrando que saúde mental e responsabilidade social passaram a integrar a avaliação de riscos empresariais.

Nesse contexto, o debate sobre o acolhimento do luto avança como parte da humanização das relações de trabalho, ao reconhecer que as perdas fazem parte da vida social e profissional. Admitir essa realidade contribui para ambientes mais equilibrados. Falar de luto nas empresas é compreender que o respeito à memória e às histórias individuais também se reflete em relações profissionais mais conscientes.

A implementação de políticas de acolhimento no ambiente corporativo sinaliza um ampliado entendimento sobre gestão de pessoas, ao reconhecer aspectos emocionais da experiência profissional. Essa postura reforça que práticas organizacionais sensíveis ao contexto humano contribuem para a construção de ambientes de trabalho mais sustentáveis ao longo do tempo.

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