A Prefeitura de Niterói oferece diversos serviços cujos projetos terapêuticos são desenvolvidos em parceria com os usuários e suas famílias.
O Janeiro Branco é uma oportunidade para promover discussões sobre saúde mental e reduzir o preconceito que ainda cerca os transtornos emocionais. A meta da gestão é ampliar o acesso aos cuidados, combater o estigma e garantir que o bem-estar psicológico seja uma prioridade constante, como destacou a secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município reúne uma variedade de serviços, da Atenção Primária à estrutura hospitalar, que trabalham de forma integrada para oferecer um plano de tratamento individualizado, construído junto com pacientes e familiares.
Cada unidade conta com uma equipe multiprofissional flexível, alinhada com as necessidades de quem atende, para garantir uma assistência completa. Por meio dos Ambulatórios Ampliados de Saúde Mental nas policlínicas, nas Unidades Básicas de Saúde e nos módulos do Programa Médico de Família, as equipes realizam ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, incluindo o atendimento psicológico.
Reflexão e cuidado contínuo
Segundo Alan Castro, vice-presidente de Atenção Coletiva, Ambulatorial e da Família, a campanha Janeiro Branco convida a sociedade a refletir sobre a importância do bem-estar mental e emocional. Esse acompanhamento começa na Atenção Primária, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde, que oferece acolhimento e escuta especializada para identificar precocemente o sofrimento psíquico e fornecer suporte contínuo.
Quando necessário, o atendimento especializado e o monitoramento são feitos por serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara, entre outros, assegurando uma abordagem humanizada e territorial.
Investimento em uma rede integrada
Maria Célia Vasconcellos, diretora da Fundação Estatal de Saúde (FeSaúde), ressaltou que a saúde mental é parte fundamental do cuidado integral. Em Niterói, há um investimento constante na capacitação das equipes, no fortalecimento da Atenção Primária e na articulação com a RAPS para oferecer um atendimento cada vez mais unificado, personalizado e humano. A mensagem é clara: ninguém precisa enfrentar essas questões sozinho.
Os CAPS são dedicados ao cuidado especializado de pessoas com sofrimento psíquico intenso, incluindo aquelas com problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas, coordenando-se com os demais serviços da rede para garantir uma atenção abrangente e duradoura.
O Centro de Convivência e Cultura de Niterói funciona como um espaço coletivo e comunitário, que estimula práticas de lazer, artísticas, culturais e sociais. Aberto a todos, fortalece relações, celebra a diversidade e promove a coesão social.
Serviços especializados de acolhimento
O Serviço Residencial Terapêutico é um elemento-chave no processo de desinstitucionalização de pessoas que permaneceram dois anos ou mais de forma contínua em instituições asilares, como hospitais psiquiátricos. Como parte da reinserção social, o serviço foca na reconstrução da autonomia, na garantia do direito à moradia e no exercício da cidadania.
A Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil e a Unidade de Acolhimento Adulto integram a rede de saúde mental, oferecendo acolhimento temporário e suporte integral a pessoas em situação de vulnerabilidade. A unidade infantojuvenil atende crianças e adolescentes de 10 a 18 anos incompletos, enquanto a unidade adulta recebe pessoas a partir de 18 anos com sofrimento psíquico ou uso problemático de álcool e drogas. O acesso ocorre por encaminhamento dos CAPS, complementando o projeto terapêutico individual com uma abordagem humanizada, protetora e focada na reconstrução de vínculos.
Referência hospitalar e atividades terapêuticas
O Hospital Psiquiátrico de Jurujuba atua como referência para o acolhimento de emergências em saúde mental, articulando-se com os demais serviços da rede, como CAPS, ambulatórios e o Centro de Convivência e Cultura, além da rede de saúde municipal. Em seu interior, o Centro de Arte e Cultura consolida-se como um ambiente significativo de cuidado, inclusão e restabelecimento de laços, usando a arte e a culinária como instrumentos centrais. Oficinas de Arte Culinária, atividades culturais e ações formativas se combinam em uma proposta que recebe pessoas em sofrimento psíquico em diversas fases, inclusive durante períodos de internação.







