30 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

ONU e parceiros pedem US$ 1,72 bilhão para refugiados e migrantes da Venezuela

A Plataforma de Coordenação Interinstitucional Regional para Refugiados e Migrantes da Venezuela, coliderada pela Agência da ONU para Refugiados e Organização Internacional para Migração, está lançando um plano regional de US$ 1,72 bilhão para apoiar as necessidades de refugiados e migrantes da Venezuela em toda a América Latina e Caribe.

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Milhões de venezuelanos não têm como pagar três refeições por dia, moradia segura e digna e enfrentam obstáculos no acesso a cuidados médicos, além de não conseguirem trabalhar para sustentar a si mesmos e suas famílias.

Imigrantes venezuelanos retidos na Cidade do Panamá recebem ajuda alimentar.

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Integração socioeconômica

Os fundos serão destinados à resposta para essas necessidades humanitárias, complementando e apoiando os esforços dos governos anfitriões, ao mesmo tempo em que promovem a integração socioeconômica com acesso a oportunidades de emprego, educação e regularização, bem como programas de bem-estar social.

Segundo a ONU, o financiamento deve proporcionar estabilidade financeira e integração efetiva para permitir que os venezuelanos alcancem “todo o seu potencial e contribuam para o desenvolvimento dos países que os acolheram generosamente”.

O representante especial conjunto do Acnur e OIM para refugiados venezuelanos e migrantes, Eduardo Stein, afirma que muitos viram suas vidas paralisadas e milhões estão lutando para alimentar suas famílias ou encontrar oportunidades para reconstruir suas vidas.

A ONU lembra que mais de 7 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela deixaram seu país em busca de segurança e estabilidade.

A ONU lembra que mais de 7 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela deixaram seu país em busca de segurança e estabilidade.

América Latina e Caribe

A ONU lembra que mais de 7 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela deixaram seu país em busca de segurança e estabilidade. Deste total, 6 milhões vivem em 17 países da América Latina e do Caribe.

As entidades afirmam que a instabilidade, as dificuldades de acesso aos serviços básicos, a xenofobia e a discriminação e a falta de documentação forçaram dezenas de milhares de pessoas a optar por jornadas perigosas, inclusive pelo Estreito de Darien, ou cruzando as altas montanhas entre a Bolívia e o Chile.

Na avaliação de Stein, os esforços de regularização de muitos países da América Latina e do Caribe têm sido um “gesto crucial” de solidariedade para refugiados e migrantes da Venezuela.

Imigrantes venezuelanos na fila superior recebem visto de regularização concedido na República Dominicana.

Imigrantes venezuelanos na fila superior recebem visto de regularização concedido na República Dominicana.

Financiamento urgente

No entanto, ele destaca que o custo de vida em alta, resultante dos impactos prolongados da Covid-19, bem como o alto desemprego e os baixos salários, tornaram difícil para muitos refugiados e migrantes reconstruir suas vidas em suas comunidades de acolhimento.

OIT e Acnur afirmam que, neste ano, apenas um quarto dos fundos necessários foi recebido, forçando os programas de salvamento de vidas em toda a região a serem reduzidos e levando muitos venezuelanos à beira do abismo.

Pela primeira vez, o plano tem um alcance de dois anos, buscando fortalecer a ponte entre a atenção imediata às necessidades humanitárias e de proteção e as atividades de integração e desenvolvimento de médio e longo prazo, em linha com o Programa de Desenvolvimento Humanitário.

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