Deputado federal reeleito para o segundo mandato, Amaro Neto (Republicanos) se prepara para buscar voos mais altos nos próximos quatro anos. Titular da comissão de Ciência e Tecnologia em seu primeiro mandato, Amaro pretende seguir na pasta, mas também quer trabalhar nas áreas de desenvolvimento econômico e do turismo. Quanto a um posicionamento em relação ao governo do presidente Lula (PT), ele garante: “vou me manter neutro”.
Nome importante de seu partido, o deputado, que também é jornalista e radialista, vê a legenda ganhando corpo para as próximas eleições. À reportagem do MovNews, Amaro contou sobre seus planos na Câmara Federal, uma possível reaproximação do Republicanos com o governo do Estado e se pretende se lançar como candidato a prefeito no ano que vem. Confira.
Quais são os seus projetos para o novo mandato?
Neste segundo mandato eu pretendo participar do desenvolvimento econômico e do turismo. Até pretendo permanecer na comissão de Ciência e Tecnologia, pelo trabalho que precisamos desenvolver no país. Acho que todas essas comissões são interessantes, mas não só para desenvolvimento a médio e longo prazo para o Espírito Santo, como também para o Brasil.
Conseguimos nesses primeiros quatro anos atrair recursos para o nosso estado e desenvolvemos trabalhos para destravar projetos que estavam presos no Espírito Santo, como a BR-447 e o contorno do Mestre Álvaro. Vamos traçar planos e metas para este ano de 2023. Eu devo permanecer na mesma toada de ouvir municípios, governador e prefeitos, para levar recursos para o Estado. Acredito que o pacto federativo seria muito importante para facilitar o envio de recursos para os municípios.

Há possibilidade das conversas sobre o pacto federativo evoluírem nos próximos meses?
Acredito que nesse momento a reforma tributária vai tomar conta da pauta. É uma reforma que se faz necessária e precisamos dela para o crescimento do país porque é muito difícil para quem quer empreender e tem que pagar uma infinidade de impostos. Acredito que teremos um diálogo e um debate robusto sobre isso depois do carnaval.
Como deve ser a relação da bancada federal capixaba com o governo Lula, uma vez que vários parlamentares são de oposição?
Nós vamos debater isso. Assim como existem deputados próximos ao governo federal, outros são mais afastados. Eu, por meio do Republicanos, vou me manter neutro. O deputado Da Vitória vai permanecer à frente da bancada, isso é importante. Fez um grande trabalho na condução dos diálogos e tem meu total apoio para continuar. Então, nesse primeiro momento, estamos definindo questões de recursos de bancadas. As comissões ainda vão ser definidas na Câmara. Mais à frente vamos ganhar corpo e veremos melhor sobre essa relação com o governo federal.

O seu partido, Republicanos, conquistou quatro cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado e agora são dois deputados federais. Como vê esse momento da legenda?
O Republicanos começou lá atrás com o projeto de filiações de nomes importantes e depois começamos o movimento mais robusto, com eleições de prefeitos e vereadores. A partir daí foi desenvolvido o trabalho para as eleições estadual e federal. Temos uma bancada importante na Assembleia. São quatro deputados. Eu já apostava que o Sérgio Meneghelli seria o mais votado, não só pelo trabalho, mas também pelo carisma. Na bancada federal, agora temos o Messias Donato, que tem uma experiência política importante. O Roberto Carneiro, que era presidente do partido no Estado, agora foi trabalhar em São Paulo. Vejo o partido ganhando corpo e colhendo frutos.
O Republicanos vai se reaproximar do governador Renato Casagrande?
Acho que depende muito da postura do Erick (Musso), que assumiu a presidência do partido. Eu tenho um bom relacionamento com o governador, sempre tive. Lorenzo Pazolini, pelo que sei, quer diálogo com o governo. A partir da decisão do Erick vamos ver o nosso caminho. A decisão federal (de se manter neutro) foi um acordo com a bancada do Republicanos. No Espírito Santo, temos figuras que conversam com o governo e outras que não. E apesar de não convergir com alguns temas com o governador, o Erick foi um aliado enquanto esteve na Assembleia Legislativa.
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que é seu correligionário, não teve um diálogo muito “amigável” com o governador. Acredita que uma aproximação do partido com o governo também pode aproximar Pazolini e Casagrande?
Quando assumiu a prefeitura de Vitória, o Pazolini fez o correto para fazer algumas adequações e ter recurso próprio para tocar obras para a capital. Acredito que o Pazolini é do diálogo. Mas é uma decisão de cada administrador. Na política é sempre importante ter diálogo com todos os pares para não haver problemas. Pelo que eu vi pela imprensa não vejo que teremos animosidade pelos próximos meses. Passou o processo eleitoral, mas é bom ouvir do próprio prefeito. O que acredito é que todos sabem que se o Estado vai mal, Vitória vai mal. Se o Estado vai bem, Vitória também irá. O caminho do diálogo é sempre o melhor.

Houve a eleição para presidente da Assembleia Legislativa na semana passada. Hudson Leal (Republicanos) foi confirmado como 1º vice-presidente, na chapa única que elegeu Marcelo Santos. Mas no início, Hudson estaria numa outra chapa com Vandinho Leite (PSDB). Acha que essa “costura” foi boa para todos?
Eu liguei para o Marcelo (Santos) para parabenizá-lo pela presidência da Assembleia Legislativa, assim como liguei para o próprio governador pela construção que foi exercida através do diálogo e de apoio para o bem do Espírito Santo. Não é bom começar um governo com o desgaste de disputas dentro do Poder Legislativo, seja a nível estadual ou municipal. Acredito que o acordo foi o melhor para todos.
Seu nome já foi sondado para disputar uma prefeitura na Grande Vitória. Tem planos para se lançar como candidato a prefeito em 2024?
Não fiz nenhum tipo de plano ainda porque dependo dos planos do presidente Erick e até mesmo das pretensões do Pazolini. Ainda não fiz nenhum planejamento para 2024. Também é preciso saber se nomes do partido serão candidatos ou se prefeitos eleitos vão entrar no Republicanos. Tudo passa por uma questão do orçamento, disputas nas câmaras. Em 2016, eu fui candidato à prefeitura de Vitória e estava praticamente sozinho com alguns apoios importantes. Agora, existe uma boa estrutura, mas vamos ver o que é melhor para o partido.
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