Após a China nomear o bispo de Xangai, o Vaticano acusou nesta terça, 4, que o país rompeu pacto firmado em 2018, uma vez que a nomeação foi realizada sem o aval do Vaticano. O pacto definia que as indicações de bispos e padres no país teriam que, primeiramente, serem reconhecidas pelo papa.
Antes do acordo, os postos eclesiásticos respondiam apenas às autoridades chinesas, pois eram endossados pela Associação Patriótica Católica Chinesa. O acordo passou a valer no regime Xi Jinping, que reconheceu o pontífice como líder da Igreja Católica.
No início da década de 50, a China e o Vaticano haviam rompido as relações diplomáticas, após a Santa Sé reconhecer a independência de Taiwan. Na época o país era considerada uma província rebelde do regime chinês.
A acusação não é a primeira. Pouco depois do tratado, a China nomeou como bispo auxiliar de Jiangxi, Giovanni Peng Weizhao, para uma diocese não reconhecida pelo Vaticano.
Nesta nova acusação, a Santa Sé afirmou que Pequim, “há alguns dias”, teria informado da decisão de transferir o bispo Shen Bin de Haimen para a diocese de Xangai, e que somente descobriu a oficialização da transferência por meio da mídia local. Não houve comentários da embaixada chinesa em Roma.
Em entrevista à agência Reuters no ano passado, o papa Francisco defendeu que a Igreja Católica precisa manter diálogo com a China, mesmo que seja um diálogo imperfeito, precisa de visão de longo prazo.






