A Colômbia oficializou sua adesão ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição financeira também conhecida como Banco dos BRICS. A iniciativa, conduzida pelo presidente Gustavo Petro, marca a primeira vez que o país integra um mecanismo financeiro dedicado a consolidar uma arquitetura econômica com múltiplos centros de influência.
Na confirmação, a diretora-presidente do banco, Dilma Rousseff, saudou o novo afiliado e destacou seu significado tático. Embora a Colômbia ainda não seja um membro pleno do bloco BRICS, sua entrada no NBD a aproxima de deliberações e aplicações de vulto, abrindo caminho para futuras parcerias e até para conversas sobre uma possível integração ao grupo.
As autoridades colombianas explicaram a medida como um passo dentro de um plano maior para ampliar as opções de captação de recursos, priorizando setores como obras públicas, transição para energias limpas, avanço tecnológico na produção e modernização do Estado. Ao ingressar no NBD, o país ganha um canal mais direto a créditos com condições mais vantajosas, maior flexibilidade e um foco em iniciativas de base com horizonte de longo prazo.
Expectativas e impactos regionais
A decisão alimenta a perspectiva de efeitos palpáveis a curto e médio prazos, permitindo a realização de empreendimentos em áreas como transporte ferroviário, fontes de energia não poluentes e redes de abastecimento sustentáveis. Além disso, o movimento pode consolidar o papel da Colômbia como um aliado de importância estratégica no contexto latino-americano.
Internamente, a ação é vista como um marco de alto valor simbólico. Após o fim da Guerra Fria, o país manteve uma relação preferencial com os Estados Unidos em temas de defesa, comércio e obtenção de fundos. A participação no NBD sinaliza um realinhamento diante das mudanças recentes no cenário global, marcado pela emergência de novos núcleos de influência e pela busca por alternativas que complementem ou substituam os organismos multilaterais tradicionais.
Perspectivas futuras e papel estratégico
Integrantes do governo Petro consideram que a decisão pode render frutos em poucos meses, com a formulação de planos colaborativos para malhas ferroviárias, aumento da participação de energias renováveis e fomento a cadeias produtivas sustentáveis. O Novo Banco de Desenvolvimento, por sua vez, enxerga na Colômbia uma aliada fundamental na região andina e um possível facilitador para expandir suas operações na América Latina.







