O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve contato telefônico nesta quinta-feira com os chefes de Estado do México e do Canadá para discutir os acontecimentos na Venezuela, após a incursão militar norte-americana que resultou na prisão do mandatário Nicolás Maduro.
No início da tarde, o líder brasileiro conversou com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, os dois governantes se opuseram à visão antiquada de dividir o mundo em áreas de influência, reafirmando o apoio ao multilateralismo, às normas do direito internacional e à liberdade comercial.
Ambos declararam que continuarão a colaborar com a Venezuela em favor da paz, do entendimento e da estabilidade nacional e regional.
Mais tarde, Lula falou com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Eles condenaram o uso da força quando não autorizado pela Carta da ONU e pelo direito internacional, além de concordarem sobre a importância de reformar as instituições de governança global.
Durante a conversa, o presidente do Brasil convidou Carney para uma visita oficial ao país em abril, com o objetivo de fortalecer os laços bilaterais e as trocas comerciais. Claudia Sheinbaum também recebeu um convite para vir ao Brasil, em data a ser definida posteriormente pelos ministérios das Relações Exteriores.
Antes desses contatos, Lula já havia falado por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para expressar preocupação com a crise na nação vizinha. Na conversa, concordaram que a solução para a situação venezuelana deve ocorrer apenas por vias pacíficas, por meio de negociação e respeito à soberania popular.
No último sábado, uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos capturou em Caracas o presidente Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Atualmente, ambos estão sob custódia no Centro de Detenção Metropolitano de Nova York.
A administração do norte-americano Donald Trump declarou que seus planos para a Venezuela envolvem três etapas, incluindo uma transição de poder.







