Liniker, cantora e compositora paulista, lança seu segundo álbum-solo, intitulado “Caju”, revelando um novo alter ego ao público aos 29 anos. O nome, que estampa a capa do disco, é mais do que uma identidade artística — é a força que guia as 14 faixas do álbum lançado nesta segunda-feira, dia 19, em todas as plataformas de streaming. “Caju” reflete uma fase de amadurecimento pessoal e profissional da artista.
O álbum é uma viagem por estilos musicais que vão desde o pop até o samba, jazz, pagode, arrocha e reggae. Liniker mostra versatilidade em cada faixa, trazendo também parcerias de peso como Lulu Santos, BaianaSystem, Anavitória, Pabllo Vittar e Priscila Senna.
“‘Caju’ nasce dessa vontade de me ver com mais carinho e ser dona da minha narrativa”, diz Liniker, que, com quase 10 anos de carreira, finalmente sente-se segura para explorar novos horizontes musicais. A produção musical do disco ficou por conta de Liniker, Fejuca e Gustavo Ruiz, os mesmos nomes por trás do premiado “Indigo Borboleta Anil” (2021).
O álbum abre com o áudio de uma comissária de bordo em japonês, um detalhe que dá início à jornada da personagem “Caju”. Já “Veludo Marrom” cresce para uma grande produção orquestral, enquanto “Ao Teu Lado”, em parceria com Anavitória, traz um toque quase cinematográfico com o piano de Amaro Freitas.
Outras faixas, como “Me Ajude a Salvar os Domingos”, marcam pelo instrumental e uma percussão forte, enquanto “Negona dos Olhos Terríveis”, com BaianaSystem, convida o ouvinte a movimentar o corpo com seu ritmo envolvente. Entre canções mais longas, “Mayonga” surge como um respiro simples e tocante, revelando a habilidade de Liniker em contar histórias profundas em pouco tempo.
A sensualidade também aparece em “Papo de Edredom”, e “Popstar” traz uma mensagem poderosa sobre autoaceitação e valorização pessoal. Fechando o álbum, “So Special”, em parceria com o duo Tropkillaz, oferece uma batida eletrônica, perfeita para as pistas de dança.
“Caju”, além de musicalmente diverso, é uma celebração da liberdade criativa de Liniker. A cantora resume o projeto como uma fotografia de seu momento atual: “Daqui a 30 anos, quando eu tiver mais álbuns, vou me lembrar dos meus 29 anos ao ouvir este disco”.






