30 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

“Oração ao golpe” foi enviada a aliados de Bolsonaro para pedir apoio de generais

A Polícia Federal (PF) recuperou do celular do padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, na Grande São Paulo, uma mensagem denominada de “oração ao golpe”. O documento contém um apelo por apoio a autoridades militares, datado de 3 de novembro de 2022.

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Conteúdo da Mensagem

No texto, o religioso solicita que “todos os brasileiros, católicos e evangélicos” inclua em suas orações o nome do Ministro da Defesa e de outros dezesseis generais de quatro estrelas. O objetivo, segundo a mensagem, é pedir que Deus lhes conceda coragem para “salvar o Brasil” e os estimule a agir com “consciência histórica”, longe da mera função de “funcionários públicos de farda”.

Recomendação de Confiança

O padre também instrui o destinatário, identificado como Frei Gilson, a repassar a mensagem apenas a “pessoas de estrita confiança”. O teor da mensagem foi considerado pela PF como evidência do envolvimento do religioso na promoção de uma ideia de golpe apoiado pelas Forças Armadas, contornando a posse do governo eleito na época.

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Generais Citados na Mensagem

Os generais mencionados na comunicação incluem:

  • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ministro da Defesa
  • Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército
  • Valério Stumpf Trindade, chefe do Estado-Maior do Exército
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, chefe do Comando de Operações Terrestres
  • Entre outros 12 generais de diversas áreas do Exército

Reunião no Palácio do Planalto

Investigações da PF já tinham identificado que o padre participou de uma reunião no Palácio do Planalto, em 19 de novembro de 2022, onde uma minuta golpista foi discutida. Essa reunião tinha como objetivo impedir a posse do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

Assessoramento ao Núcleo Golpista

De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o padre José Eduardo estaria vinculado ao núcleo jurídico do grupo investigado, atuando na elaboração de minutas de decretos com fundamentos que servissem aos interesses golpistas.

Posição do Padre e da Diocese

Em resposta às alegações, o padre informou à PF que não forneceu as senhas de seu celular por motivos de sigilo sacerdotal, argumentando que o dispositivo continha informações confidenciais de seus fiéis. A Diocese de Osasco declarou que se posicionará ao lado da Justiça, colaborando com as investigações.

Nota da Defesa

A defesa do padre José Eduardo emitiu uma nota destacando que a investigação da PF violou o sigilo de comunicações e que ele nunca participou de atos que pudessem comprometer a ordem legal e constitucional do país. A nota reafirma que as visitas do padre a Brasília eram exclusivamente de caráter religioso desde 2013.

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Redação
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Equipe de jornalismo

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