30 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Congresso Nacional enfrenta acúmulo de vetos e prioriza votações importantes

O Congresso Nacional se prepara para retomar suas atividades em fevereiro, com um grande número de 55 vetos presidenciais pendentes de análise, o maior acumulado desde 2018. Em comparação, nos últimos dois anos, o total de vetos não decididos foi de 51, o que é inferior ao acumulado atual.

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Uma das pautas prioritárias será a votação de um projeto que visa proibir o bloqueio de recursos destinados a emendas parlamentares impositivas, tanto as individuais quanto as de bancadas estaduais. Atualmente, o contingenciamento dessas emendas é permitido para atender às exigências da responsabilidade fiscal. O presidente Lula mantém alguns vetos, como o VET 47/2024, que envolve 34 vetos relativos à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, e o VET 48/2024, que é um veto parcial ao PLP 210/2024, que estabelece limites para os gastos públicos em caso de déficit primário.

Na justificativa do VET 48/2024, o presidente argumenta que permitir a não execução de bloqueios e contingenciamentos nas emendas impositivas contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera que as mesmas restrições aplicáveis às programações discricionárias do Executivo devem se aplicar às emendas parlamentares.

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Outros vetos relevantes incluem mudanças na reforma tributária, que excluem alguns serviços financeiros e de segurança da informação dos incentivos fiscais, e o VET 5/2025, que limita os mecanismos pelos quais os estados poderiam compensar dívidas com a União utilizando despesas.

Novas despesas também estão sob análise. Entre os vetos, o VET 3/2025 impede que pessoas com diabetes mellitus tipo 1 sejam equiparadas a pessoas com deficiência (PCD), medida que, segundo o governo, geraria gastos sem uma estimativa adequada de impacto financeiro.

As críticas à gestão do governo se intensificaram, com senadores da oposição acusando a administração atual de usar o ajuste fiscal como justificativa para não aprovar auxílios necessários. Um exemplo disso é o VET 2/2025, que vetou uma indenização e pensão para PCDs afetados pelo vírus Zika.

De acordo com as normas constitucionais, 33 vetos mais antigos devem ser analisados com prioridade, o que pode bloquear a votação de outros temas nas sessões conjuntas. No entanto, essa prática nem sempre é seguida de forma rigorosa. O veto mais antigo a ser deliberado neste ciclo é o VET 30/2022, que impede a volta do despacho gratuito de bagagem em voos.

Outros vetos também exigem atenção, como o VET 18/2024, que impede mudanças nas provas do Enem, e o VET 14/2023, que barrou a criação da Autoridade Nacional para Prevenção e Combate à Violência e à Discriminação no Esporte.

Em essência, um veto é a rejeição de um projeto de lei aprovado, por questões de constitucionalidade ou interesse público. Os parlamentares podem derrubar um veto, desde que obtenham a maioria absoluta nas duas casas do Congresso.

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