O governo brasileiro anunciou a suspensão temporária da criação da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE, conhecida como (IBGE+). A decisão foi divulgada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e tem como objetivo reavaliar a proposta que visava promover o desenvolvimento institucional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Mapeamento de alternativas
De acordo com a nota do MPO, estão sendo considerados modelos alternativos que poderão exigir alterações na legislação vigente. Para isso, será necessário estabelecer um diálogo aberto e transparente com o Congresso Nacional. O ministério ressaltou que qualquer decisão futura deve ser discutida entre os poderes Executivo e Legislativo, garantindo um processo participativo.
Apoio do MPO ao IBGE
O MPO também afirmou que continuará a oferecer suporte ao IBGE através da Lei Orçamentária Anual (LOA). Esse apoio será direcionado à formulação do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, uma das principais pesquisas realizadas pelo instituto, com foco em recursos para 2025, que envolverão treinamento e contratações.
Reação dos trabalhadores do IBGE
A suspensão da criação da Fundação IBGE+ foi recebida como uma vitória pelos trabalhadores do instituto. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do IBGE (ASSIBGE) destacou a importância da mobilização para essa conquista, ao mesmo tempo em que exigiu esclarecimentos sobre o que significa a “suspensão temporária”. O sindicato reforçou a necessidade de garantir a participação dos servidores no debate sobre a futura estrutura do IBGE.
Uma reunião com a presidência do IBGE está agendada para discutir a situação e buscar orientações adicionais sobre o tema. Embora a suspensão seja um passo significativo, a ASSIBGE considera que ainda não é suficiente para resolver a crise enfrentada pelo instituto, que inclui medidas consideradas autoritárias por parte da direção.
Protestos em defesa da transparência
Na manhã de hoje, membros da ASSIBGE realizaram um protesto em frente à sede do IBGE, no Rio de Janeiro. O ato teve como principal foco criticar as decisões do presidente do IBGE, Márcio Pochmann, especialmente no que diz respeito à proposta de criação da fundação de direito privado. A mobilização busca garantir que os interesses dos trabalhadores e a integridade do instituto sejam respeitados.






