21 de janeiro de 2026
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Lei SOS Educação gera questionamentos sobre impactos em crianças com deficiência nas escolas do ES

Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos, famílias com crianças com deficiência apresentaram questionamentos à Assembleia Legislativa sobre a aplicação da Lei Estadual 12.520/2025, conhecida como SOS Educação. Em vigor desde agosto, a norma foi instituída para reforçar a segurança dos profissionais da rede pública e privada de ensino, especialmente diante de ameaças e agressões físicas. No entanto, representantes de grupos ligados à inclusão apontam que a operacionalização da lei tem resultado em prejuízos aos direitos de estudantes com deficiência, incluindo relatos de transferência compulsória e abandono escolar.

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A reunião, presidida pela deputada Camila Valadão (Psol), contou com a participação dos parlamentares João Coser (PT) e Iriny Lopes (PT). A cientista política e militante da área de educação inclusiva, Lúcia Mara dos Santos Martins, destacou que estudantes neurodivergentes estão sendo criminalizados, cenário agravado pela aprovação da legislação sem diálogo prévio com famílias e representantes da educação especial. Segundo Lúcia Mara, situações de crise e comportamento agressivo, comuns entre alguns alunos neurodivergentes, vêm sendo tratados sem considerar recursos pedagógicos adequados, culminando em processos de expulsão e abandono.

O impacto direto foi ilustrado pelo relato de Ana Paula Siqueira Fink, presidente do Coletivo Famílias pela Inclusão, que mencionou boletins de ocorrência registrados contra sua filha autista de 8 anos após episódios de crise. Para Ana Paula, a legislação amplia conflitos entre família e escola ao desconsiderar aspectos como a idade e a realidade das deficiências, além de sobrecarregar os professores e evidenciar carências estruturais da educação especial.

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No âmbito jurídico, o defensor público Renzo Gama Soares sugeriu a necessidade de ajustes na legislação, ressaltando que a norma não foi originalmente concebida para criminalizar crianças, mas que vem sendo aplicada de modo equivocado. O defensor apontou a possibilidade de revisão do texto legal para assegurar direitos e proteção aos estudantes da educação especial.

As deputadas Camila Valadão e Iriny Lopes, diante dos relatos apresentados, indicaram alternativas que envolvem desde a alteração da redação da lei até a elaboração de regulamentação específica por parte da Secretaria da Educação (Sedu). Ambas destacaram a necessidade de articulação política para viabilizar mudanças, especialmente envolvendo o autor da lei e demais parlamentares.

A cobertura desses debates reflete frequent updates sobre pautas de relevância social no Espírito Santo, especialmente no campo dos direitos das pessoas com deficiência. O detalhamento dos impactos da legislação e das possíveis alternativas é apresentado em formato otimizado para dispositivos móveis, garantindo acessibilidade tanto para o público geral quanto para profissionais de web design que buscam informações precisas e técnicas sobre os desdobramentos políticos e jurídicos no estado.

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