Diferentes espécies atraem pela forma ou pela cor, mas poucas combinam forma, simbolismo e presença no jardim como a estrela do Egito. Conhecida também por penta, cacho-de-estrelas ou show-de-estrelas, essa planta ornamental tornou-se popular por transformar áreas ensolaradas em espaços vibrantes, cheios de cor e movimento.
A primeira impressão vem do formato das flores. Agrupadas em cachos compactos, formam pequenas estrelas de cinco pontas nas cores vermelho, rosa, lilás, branco e até laranja. Além disso, o arbusto floresce por longos períodos, criando um efeito contínuo que reduz a necessidade de intervenções no paisagismo.
Características que explicam o sucesso da estrela do Egito
A estrela do Egito é um arbusto de porte médio, com cerca de um metro de altura quando bem estabelecido. Suas folhas, verdes e brilhantes, criam um fundo discreto que ressalta ainda mais as inflorescências.
O que a distingue é, sobretudo, a disposição das flores: cada cacho forma um desenho minucioso, com pequenas estrelas agrupadas harmonicamente. Esse visual, além de decorativo, facilita o acesso ao néctar e exerce papel relevante no ecossistema do jardim.
Por isso é comum ver borboletas e beija-flores visitando a planta ao longo do dia, conferindo ao espaço mais dinamismo e vida. Além da beleza estática, a estrela do Egito traz movimento e interação ao ambiente.
Uma flor carregada de simbolismo
O encanto da estrela do Egito vai além da aparência. Historicamente, a planta esteve vinculada a significados como prosperidade, sorte e proteção, valores que contribuíram para sua ampla presença em jardins ornamentais.
No contexto do Egito Antigo, a penta era associada a Osíris, divindade ligada aos ciclos da vida, da morte e da renovação. Essa conexão reforça a ideia de vitalidade e continuidade, refletida na capacidade da planta de florescer repetidas vezes ao longo do ano, desde que receba condições de cultivo adequadas.
Como cultivar a estrela do Egito com facilidade
Apesar do aspecto sofisticado, a estrela do Egito é de cultivo simples e bastante adaptável, servindo bem em canteiros, bordaduras e vasos grandes, desde que receba boa incidência de luz.
Por ser de sol pleno, recomenda-se pelo menos seis horas diárias de luz direta para estimular floradas intensas e manter a planta compacta e saudável.
O substrato deve ser bem drenado e rico em matéria orgânica, para evitar acúmulo de umidade nas raízes. A rega precisa ser regular, mantendo o solo levemente úmido, sem encharcar. A adubação mensal nos meses mais quentes favorece a formação de novos cachos e prolonga a floração.
Resistência natural e poucos problemas no cultivo
Outro motivo da popularidade da estrela do Egito é sua resistência. A planta tem baixa suscetibilidade a doenças, o que a torna adequada a quem quer um jardim atraente com manutenção reduzida.
No entanto, em locais com ventilação insuficiente ou excesso de umidade podem surgir pulgões e cochonilhas. Nessas situações, previna garantindo boa circulação de ar e ajustando o manejo da rega. Se necessário, o controle pode ser feito com soluções naturais, como óleo de neem, sem prejudicar a planta.
Propagação simples e rápida
A multiplicação da estrela do Egito agrada tanto a jardineiros iniciantes quanto experientes: pode ocorrer por sementes ou por divisão de touceiras já desenvolvidas.
Quando cultivada por sementes, mantenha o solo bem drenado e levemente úmido até a germinação. A divisão de touceiras, por sua vez, gera mudas mais rapidamente, reaproveitando plantas adultas e garantindo um jardim mais florido em pouco tempo.







