Variante H3N2 da influenza preocupa pela alta transmissibilidade e pela capacidade de provocar surtos fora do período tradicional do inverno
Autoridades de saúde permanecem atentas à possível circulação do vírus Influenza A (H3N2) durante o verão. Embora a gripe tenda a ocorrer com mais frequência nos meses frios, especialistas observam que essa variante tem apresentado comportamento atípico, com surtos também em épocas mais quentes.
O H3N2, uma das cepas do vírus influenza, já provocou ondas intensas de gripe em anos anteriores. A preocupação central é sua elevada capacidade de transmissão, que facilita a propagação em ambientes fechados, em locais com grande fluxo de pessoas e em eventos típicos do verão.
Transmissão
Segundo especialistas, a disseminação ocorre principalmente por gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O contato com superfícies contaminadas também pode favorecer a infecção, sobretudo quando a higienização das mãos é insuficiente.
Sintomas e grupos de risco
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço intenso, tosse, dor de garganta e coriza. Em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, a infecção pode evoluir para complicações respiratórias mais graves.
Fatores que favorecem a circulação
A redução da adesão às medidas preventivas observada após a pandemia é um fator que acende o alerta. Ambientes lotados, viagens frequentes e o menor uso de máscaras contribuem para a circulação do vírus, mesmo fora da estação habitual da gripe.
As autoridades reforçam a importância da vacinação contra a gripe, que oferece proteção também contra o H3N2. A imunização segue como o principal instrumento para reduzir casos graves, internações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Além da vacinação, valem recomendações simples e eficazes: lavar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas doentes e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas. Essas medidas ajudam a conter a disseminação.
A orientação é para que a população não subestime sintomas de gripe durante o verão e fique atenta a sinais de agravamento. O monitoramento do H3N2 segue ativo, e novas orientações poderão ser divulgadas conforme a evolução da circulação do vírus.







